Ah, a HBO... não existe canal americano que faz séries tão bem como a HBO. Pensem comigo: Sex And The City, The Sopranos, Big Love, Entourage, Six Feet Under... e agora True Blood, que nem chegou e já arrematou duas indicações para o Globo de Ouro: melhor série dramática e melhor atriz para Anna Paquin. A premissa é essa: os vampiros decidiram "sair do armário" e assumirem que existem para o mundo, já que agora existe uma bebida criada pelos japoneses que substitui o sangue humano. A série tem como personagem principal a inocente Sookie, uma vidente que pode ler o pensamento dos outros. Ela é vivida pela Anna Paquin, a "Vampira" (coincidência?) de X-Men. Mas ela é só uma das várias personagens interessantes da série. No começo, o sotaque caipira incomoda um pouco, mas não por preconceito, e sim porque estamos tão acostumados a ver séries com o inglês "normal". Mas depois isso passa a ser o charme de "True Blood", que aborda questões bem polêmicas e variadas, como o relacionamento explosivo entre uma humana e um vampiro, virgindade, drogas, homossexualidade, alcoolismo, assassinato, racismo, promiscuidade, e por aí vai. Lógico que falando-se em HBO, tudo isso era trivial. Mas True Blood consegue inovar mesmo com a já mais que batida mitologia dos vampiros. Vale lembrar que o criador de True Blood, Alan Ball, é o mesmo de Six Fete Under, e Beleza Americana. A primeira temporada já acabou nos EUA, e estréia por aqui em janeiro. Eu já assiti a tudo, e garanto que vale a pena acompanhar a melhor estréia de série desse ano!
Armando Deyrmendjian Filho



